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Aeronave que fazia voos turísticos ilegais em Caldas Novas foge da Anac

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Segundo órgão, helicóptero realizava voos panorâmicos mesmo com suspensão administrativa devido a irregularidades; piloto fugiu de operação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou, no último final de semana (20 e 21/11), na principal cidade turística de Goiás, Caldas Novas, uma operação para tentar apreender administrativamente uma aeronave que realizava atividades irregulares no município. No entanto, o piloto fugiu da abordagem.

De acordo com o órgão, o helicóptero, que oferecia passeios panorâmicos a turistas e moradores da região, não pode realizar voos devido a uma suspensão administrativa por irregularidades. A aeronave foi suspensa pela Anac no último mês de outubro, por 180 dias, após  realizar voos sem autorização.

Mesmo com o helicóptero suspenso de atividades, a agência identificou operações dele em Caldas Novas. Isso indicou que a aeronave estaria desrespeitando a proibição. A Anac preparou uma operação de fiscalização, que teve apoio da Polícia Militar de Goiás (PMGO).

Abordagem

De acordo com a Anac, piloto e aeronave foram abordados na manhã de domingo (21/11), quando turistas estavam prestes a embarcar. Ao identificar a equipe da agência e os policiais militares, o piloto acionou a aeronave e fugiu do local. Segundo a agência, ele deve receber suspensão cautelar das habilitações, além de um novo processo contra a empresa registrada como operadora da aeronave. O descumprimento das regras poderá resultar em punições administrativas e de operação aos envolvidos.

Transporte irregular

Além da proibição de realizar voos com o helicóptero, a Anac identificou também que o piloto continuava comercializando voos panorâmicos, oferecendo o risco à segurança aérea e aos passageiros. De acordo com o fiscal da operação e servidor da Anac, Pedro Sarkis, “o transporte aéreo irregular é um risco para os contratantes e para os moradores da região do voo. As aeronaves que realizam operações sem cumprir regras devem ser evitadas e denunciadas”, explicou.

Alerta e riscos aos usuários

Popularmente conhecido como Taca, o transporte aéreo clandestino coloca em risco usuários e moradores, de acordo com a Anac. A agência alerta que os interessados em contratar um voo, seja ele panorâmico ou para transporte, devem buscar empresas e aeronaves credenciadas como táxi-aéreo e sob condições regulares. Para identificar as empresas aptas para o serviço, os interessados podem consultar a lista de empresas de táxi-aéreo disponíveis no site da Anac. Antes de contratar o serviço, o passageiro pode ainda consultar a regularidade da aeronave por meio do sistema RAB Digital ou pelo aplicativo Voe Seguro. Para isso, basta
consultar a matrícula da aeronave. A matrícula é um conjunto de cinco letras estampadas na asa ou na cauda da aeronave.

 

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FRAUDES CARTÕES DE CRÉDITO: Polícia Cilvil de Goiás e Poder Judiciário de Caldas Novas envitam golpe de quase R$ 3 milhões

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Operação contra fraudes de cartão de crédito evita golpe de quase R$ 3 milhões

 

Policiais civis da Divisão de Polícia Civil do Oeste (DIVIPOE) participaram da Operação “CVV Checker”, que resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em endereços na cidade de Caraúbas (RN), visando a coleta de documentos relacionados a fraudes de cartão de crédito.

A ação, que foi realizada na sexta-feira (12) e divulgada apenas nessa terça-feira (16), aconteceu a partir de investigação policial realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos do Estado de Goiás, com apoio da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI-MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB).

Durante a apuração, foi verificado que os criminosos empregavam “scripts” maliciosos para realizar a checagem dos CVVs (Códigos de Verificação e Validade) de milhares de cartões de crédito, em sites com vulnerabilidades. Após a validação dos códigos, os cartões eram utilizados em compras fraudulentas pela internet e efetuar compras em plataformas de comércio eletrônico ou ainda para prática de outras fraudes.

O início da investigação policial se deu em 14 de julho, quando foram detectadas 42.000 (quarenta e duas mil) tentativas de reservas em um site pertencente a uma rede hoteleira do estado de Goiás, sendo que a ação policial evitou o prejuízo aproximado de R$ 2,9 milhões à empresa vítima.

Após o Poder Judiciário de Caldas Novas conceder os pedidos de medidas cautelares, os policiais civis do RN cumpriram dois mandados de busca em endereços vinculados ao suspeito de ser o autor do crime ora investigado, localizados na cidade de Caraúbas-RN.

A atuação integrada das unidades de polícia judiciária desvendou a fraude investigada, constatando ainda que os dados de cartões de crédito eram obtidos de diversas formas, como venda de listas ilegais na “dark net”, “phishing” e comercialização de listas geradas por “softwares” para revelar o número de cartões de crédito válidos, contendo datas de vencimento, com a finalidade de identificar os CVVs (código de verificação e validade) corretos.

Caso sejam condenados pelos crimes de invasão de sistema informático para obtenção de informação sigilosa e estelionato por fraude eletrônica, os autores do crime poderão ser punidos com penas de até 13 anos de reclusão. A Polícia Civil solicita que a população envie informações, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

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OAB pede nova vistoria no sistema prisional para apurar violação de direitos humanos

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Na tarde desta sexta-feira (12), o diretor-tesoureiro e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO, Roberto Serra da Silva Maia, juntamente com a advogada Maria de Lourdes Silva (Lurdinha), que também integra a comissão, e o presidente da Comissão Especial de Direito Penitenciário e Sistema Prisional da OAB-GO, Marcelo Bareato, estiveram reunidos com o desembargador Anderson Máximo de Holanda, que é supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Estado de Goiás (GMF). Também esteve presente o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), Reinaldo de Oliveira Dutra, para falar sobre a violência sofrida pelos familiares e detentos do sistema prisional do Estado de Goiás.

O encontro decorreu do Ofício n. 682/2021-GP da OAB-GO, referente ao processo n. 202109516. Ele foi instaurado na Seccional goiana por meio da Portaria n. 7/2021, assinada pelo Presidente da CDH-OAB/GO, para apurar violação aos dispositivos da Lei n. 7.210/1984 (LEP); dos arts. 1º, inciso III, 3º, inciso IV, e 5º, incisos III, XLI, XLIII, XLVII, letra “e”, XLVIII, e XLIX, da Constituição Federal; dos Tratados Internacionais de Direitos Humanos (Convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes; Convenção Americana de Direitos Humanos – Pacto de San José da Costa Rica, etc.); e demais dispositivos legais correlatos.

Na reunião, os integrantes da OAB relataram notícias de inúmeras violações a direitos dos detentos do sistema prisional relatados em redes sociais, assim como pelos vários relatórios de inspeção e de verificação realizados pela OAB, pela Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPEGO), pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate a Tortura (MNPCT), e pelo Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura em Goiás (CEPCT-GO). Além de documentos encaminhados pela Pastoral Carcerária Nacional (CNBB) e pela Pastoral Carcerária do Estado de Goiás.

Foi também relatado ao desembargador e ao juiz que alguns dias atrás a Comissão da Força-Tarefa da OAB-GO chegou a se reunir com para relatar violações de direitos humanos dos prisioneiros da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG) e da Casa de Prisão Provisória (CPP). Foi vislumbrada também a necessidade de se realizar nova inspeção técnica nas referidas unidades prisionais para averiguação de “tortura, maus tratos, violência física e psíquica dos detentos”.

Ao final, os integrantes da OAB ratificaram o pedido para que fosse instaurado urgentemente um procedimento administrativo (Proad) no GMF, para se apurar, com rigor, as graves denúncias apresentadas contra o sistema prisional do Estado de Goiás. Segundo Roberto Serra, Anderson Máximo e o Reinaldo Dutra se comprometeram a instaurar imediatamente um procedimento administrativo para as devidas apurações.

Execução Penal

A OAB-GO também vai oficiar os órgãos da Execução Penal (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, Juízo da Execução, Ministério Público, Conselho Penitenciário, Departamentos Penitenciários, Patronato, Conselho da Comunidade, e Defensoria Pública), a fim de que os mesmos informem à esta Seccional acerca de eventuais procedimentos instaurados para apuração de “denúncias” e as medidas tomadas em relação ao sistema prisional do Estado de Goiás.

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INDENIZAÇÃO DEVIDA: Embriaguez de motorista não justifica recusa de cobertura de seguro de vida

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O estado de embriaguez do motorista não justifica a recusa ao pagamento de indenização em seguro de vida. Assim entendeu a 32ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo ao manter a condenação de uma seguradora ao pagamento de seguro de vida aos pais de um jovem que morreu em um acidente de trânsito.

De acordo com os autos, a seguradora se negou a pagar a indenização, alegando que houve agravamento do risco de morte, já que o jovem conduzia o veículo sob efeito de álcool. O juízo de origem julgou procedente o pedido dos pais da vítima para receber a indenização. Por unanimidade, o TJ-SP manteve a sentença.

A turma julgadora seguiu entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça que prevê que, diferentemente do seguro de veículo, no caso do seguro de vida é vedada a exclusão de cobertura na hipótese de sinistros ou acidentes decorrentes de atos praticados pelo segurado em estado de insanidade mental ou sob efeito de álcool e substâncias tóxicas.

Segundo o relator, desembargador Ruy Coppola, foi correta a sentença de primeiro grau que condenou a ré ao pagamento da indenização securitária, pois o estado de embriaguez não justifica a recusa ao pagamento de indenização em seguro de vida.

“Para afastar quaisquer dúvidas, o Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula 620 que dispõe que ‘a embriaguez do segurado não exime a seguradora do pagamento da indenização prevista em contrato de seguro de vida'”, acrescentou o magistrado.

Clique aqui para ler o acórdão
1002987-45.2020.8.26.0081

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